Patrono
Sempre houve relatos de descobertas de artefatos indígenas nos bairros rurais de Monte Alto, é comum pessoas encontrarem vestígios de cerâmica e pedras enquanto preparam a terra para o plantio.
Mas, foi apenas na década de 1990 que Hypólito Barato, arrendatário do sítio localizado no bairro rural da Tabarana, enquanto preparava a terra para o plantio, identificou indícios de materiais arqueológicos na região. A partir dessa descoberta, iniciaram-se as primeiras pesquisas arqueológicas em Monte Alto.
Hypolito levou alguns fragmentos de cerâmica e outros achados até a coordenação do museu de paleontologia administrado pelo professor Antonio Celso de Arruda Campos, este então entrou em contato com a equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), que enviou uma equipe de arqueólogos e antropólogos para realizar escavações, pesquisas e coletas de vestígios no local dos descobrimentos.
Hypólito participou do processo de escavação e pesquisa dos achados arqueológicos, colaborando no mapeamento das áreas e observando o terreno em busca de novos indícios nas proximidades da propriedade.
Sua atuação foi decisiva para o reconhecimento da riqueza arqueológica do município, tornando-o uma figura essencial na preservação da memória histórica e cultural de Monte Alto. Por essa razão, é homenageado como patrono do Museu de Arqueologia da cidade.