A Paleontologia em Monte Alto
Na década de 80, mais precisamente nos anos de 1984 e 1985, foram encontrados fósseis em um bairro urbano, de um Saurópode, estes foram os primeiros achados oficiais a serem estudados e armazenados em Monte Alto.
Monte Alto possui mais de 30 pontos de coleta de fósseis. No entanto, quase todos os sítios paleontológicos ficam em propriedades privadas. Um ponto de escavação de grande relevância foi descoberto em meados de 1980: “Campo Campestre”. Nele foram coletados os primeiros fósseis que deram origem ao Museu de Paleontologia de Monte Alto.
Outro local onde vários fósseis foram encontrados é o bairro rural Morrinho de Santa Luzia: “Campo Morrinho”. Um dos exemplares fósseis encontrados neste local foi o Morrinhosuchus luziae, uma espécie nova de crocodilo que viveu há pelo menos 85 milhões de anos nos arredores do Morrinho de Santa Luzia. O nome dessa espécie homenageia o local em que ele foi encontrado.
As atividades de busca e preparação de fósseis são, em geral, feitas pela equipe do museu e parceiros que atuam voluntariamente. A descoberta de fósseis é de grande valor científico e já atraiu para Monte Alto renomados paleontólogos brasileiros e estrangeiros, com os quais vários trabalhos científicos foram desenvolvidos em conjunto com os paleontólogos do Museu e publicados em revistas brasileiras e internacionais, ampliando, assim, a divulgação do Museu e, portanto, a cidade de Monte Alto, elevando seu nome para diversos locais do mundo, o que a torna uma referência nesta área de estudo.
As pesquisas paleontológicas na região Monte Alto iniciaram-se na década de 1980 e continuam sendo feitas sistematicamente. Os primeiros fósseis encontrados em Monte Alto, que compõem o acervo do museu, pertencem a um grande dinossauro do grupo dos Titanossauros. Atualmente, estão expostos para o público no salão de exposição do Museu, assim como os fósseis de um outro Titanossauro, denominado Arrudatitan maximus (gênero e espécie nova), que foram alocados em uma grande vitrine com partes do seu esqueleto articulado, simulando o campo de escavação.
Além dos ossos de dinossauros, estão expostos no museu fósseis de crocodilos (Baurusuchus salgadoensis, Caipirasuchus montealtensis, Montealtosuchus arrudacamposi, Morrinhosuchus luziae, Caipirasuchus paulistanus e Titanochampsa Iorii), tartarugas, moluscos bivalves e peças doadas por outras instituições, amigos e professores.