A História e Cultura de Monte Alto
Monte Alto nasceu cercada por uma história romantizada. O apelido de “Cidade do Sonho” surgiu da lenda de que seu fundador teria descoberto a terra em um sonho e que teria sido “cirurgião-mor” da corte de D. Pedro II. No entanto, não há comprovação histórica dessas versões.
O que se sabe com segurança é que o fundador foi Porfírio Luiz de Alcântara Pimentel, nascido em 1844, em Areias (SP), filho de Francisco Luiz e Maria Avelina do Carmo. Teve seis irmãos e, ainda criança, mudou-se com a família para Jaboticabal, onde trabalhou como cuteleiro, fabricando instrumentos de corte como facas e espadas. Religioso, também atuou na Igreja Católica como fabriqueiro paroquial e sacristão.
Casado com Anna Jacintha da Conceição, teve seis filhos. Ao adquirir quatro alqueires de terra do fazendeiro Sebastião Bertolino José Baptista, por 800$000 (oitocentos mil réis), fincou um cruzeiro — marco inicial da cidade — e deu ao local o nome de “Bom Jesus de Pirapora do Monte Alto das Três Divisas”. A fundação oficial ocorreu em 15 de maio de 1881, com a celebração da primeira Missa pelo padre Domingos Monteiro, vigário de Jaboticabal.
Inicialmente capela e povoado pertencentes a Jaboticabal, o local tornou-se distrito policial em 1893. O crescimento econômico foi impulsionado pela lavoura do café, favorecida pela fertilidade do solo. Em 1895, foi elevado a Distrito de Paz e município, instalado oficialmente em 8 de fevereiro de 1896.
Monte Alto pertenceu à Comarca de Jaboticabal até 1928, quando foi elevada à categoria de Comarca pelo decreto-lei nº 2.281, instalada em 25 de janeiro de 1929, incorporando também os municípios de Pirangi e Paraíso. Além de fundar Monte Alto, Porfírio também esteve ligado à fundação do município de Monte Aprazível.
Monte Alto foi feita por sua população, famílias de trabalhadores, imigrantes, homens e mulheres, pessoas de todas as cores, gêneros e etnias transformaram um pequeno vilarejo no topo de uma colina, em uma cidade cheia de histórias e cultura.
Desde suas quermesses que acontecem ao longo do ano, suas tradicionais festas de Agosto e da Menina Izildinha, que são regadas por comida boa, a tradicional pizza frita, e shows musicais de artistas da cidade e da reunião.
Os festivais que celebram os imigrantes e as culturas Japonesas e italianas, além de contar suas trajetórias e influência na cultura da cidade, além das festas e celebrações dos terreiros da cidade que celebram as raízes africanas dos descendentes que moram no município.
Também devemos engrandecer a história da comunidade LGBTQIAPN+ da cidade, sendo um município do interior e por consequência muito conservador, dezenas de pessoas LGBTs ajudaram a criar a cultura da cidade, mesmo que muitas vezes em segredo por conta de preconceitos.